Coisas da Memória
O conteúdo exposto na primeira aula de Neurociências fez minha memória ter vontade de revisar as aulas das hipóteses e teorias da psicanálise.
É importante e gratificante, estar em um curso que estimule minha memória e que faça a matéria ou conteúdo ter conexões tão fortes fazendo assim o novo conhecimento ser menos estranho ao seu entendimento. Quando tive a aula presencial em que pudemos ter acesso visual graças ao vídeo, de como acontece todo o processo de transferência de informações foi gratificante entender como funciona e como as químicas interferem diretamente na saúde do funcionamento de todo nosso corpo.
Freud foi o primeiro a afirmar que os primeiros anos da vida são os mais importantes para o desenvolvimento da pessoa e o desenvolvimento do indivíduo se dá em fases ou estádios psicossexuais. Freud foi, assim, o primeiro autor a afirmar que as crianças também têm uma sexualidade. Freud descreve quatro fases distintas, pelas quais a criança passa em seu desenvolvimento. Cada uma dessas fases é definida pela região do corpo a que as pulsões se direcionam. Em cada fase surgem novas necessidades que exigem satisfação; a maneira como essas necessidades são satisfeitas determina como a criança se relaciona com outras pessoas e quais sentimentos ela tem para consigo mesma. A transição de uma fase para outra é biologicamente determinada, de tal forma que uma nova fase pode iniciar sem que os processos da fase anterior tenham se completado. As fases se seguem umas às outras em uma ordem fixa e, apesar de uma fase se desenvolver a partir da anterior, os processos desencadeados em uma fase nunca estão plenamente completos e continuam agindo durante toda a vida da pessoa. Anna Freud considerava as crianças muito frágeis para submeterem-se a uma análise e não acreditava que elas pudessem desenvolver a transferência e nem tão pouco livremente, devido a sua imaturidade psíquica. E dizia que o Complexo de Édipo não deveria ser examinado muito profundamente em função da imaturidade do Superego. E, também com base nesse raciocínio, ela defendia que a abordagem psicanalítica deveria vir associada a uma ação educativa (pedagogia psicanalítica) , Anna Freud afirma que a análise do adulto tropeça com dificuldades maiores já que diz respeito a objetos amorosos mais arcaicos e mais importantes do indivíduo (os seus pais, que introjetou por meio da identificação e cuja lembrança é protegida pela piedade filial). Enquanto que nos casos de crianças os conflitos envolvem pessoas vivas que existem no mundo exterior e que ainda não se encontram estabelecidas na memória. Anna Freud dizia que o analista de crianças além do treinamento analítico propriamente dito, também deveria possuir um segundo componente: o conhecimento pedagógico.
Ela adverte que o analista deve se aplicar em colocar-se no lugar do Ego-Ideal da criança por toda a duração da análise; não deve iniciar seu trabalho de análise até que se tenha assegurado de que a criança esteja desejosa em seguir seu comando. Segundo ela, o analista precisa ter habilidade para conduzir o relacionamento entre o Ego da criança e os seus instintos e, esclarece que o Superego da criança é fraco; visto que, as exigências do Superego assim como a neurose acham-se em dependência do mundo exterior. Explica ainda, que a criança é incapaz de controlar os instintos liberados e que o analista precisa dirigi-los. Posteriormente Anna Freud reconheceu as descobertas de Melanie Klein, em que está comprovou a existência de um campo transferencial na análise de crianças e estabeleceu a correspondência entre a associação livre e as técnicas de jogo
Fonte: https://psicologado.com
Como ocorre o processamento de informação
Os impulsos nervosos devem passar de uma célula à outra para que ocorra uma resposta a um determinado sinal. Para que isso ocorra, é necessária a presença de uma região especializada, que recebe o nome de sinapse. Ela pode ser definida como a região de proximidade entre a extremidade de um neurônio e uma célula vizinha, onde os impulsos nervosos são transformados em impulsos químicos em decorrência da presença de mediadores químicos.Um neurônio faz sinapses com diversos outros neurônios. Estima-se que uma única célula nervosa possa fazer mais de mil sinapses. Geralmente elas ocorrem entre o axônio de um neurônio e o dendrito de outro. Entretanto, podem ocorrer algumas sinapses menos comuns, tais como axônio com axônio, dendrito com dendrito e dendrito com corpo celular.Os axônios apresentam diversas ramificações e, no final delas, são encontradas expansões chamadas de botões pré-sinápticos. Esse botão está separado da membrana do outro neurônio ou célula muscular através de um espaço que recebe o nome de fenda sináptica.No botão pré-sináptico existem diversas mitocôndrias, além de vesículas que são repletas de uma substância química que recebe o nome de neurotransmissores, que são capazes de alterar a permeabilidade da membrana do neurônio pós-sináptico. Como exemplos de neurotransmissores, podemos citar a acetilcolina e a noradrenalina.Quando um impulso nervoso chega ao botão pré-sináptico, os neurotransmissores são liberados na fenda sináptica. Eles passam por difusão através da sinapse e atingem o neurônio pós-sináptico, ligando-se a receptores de membrana. Alguns neurotransmissores exercem a função excitatória em uma sinapse, enquanto outros podem ter a função de inibir o impulso. A inibição sináptica também pode ocorrer pela diminuição da liberação de neurotransmissores excitatórios.Os neurotransmissores são produzidos continuamente pelos botões sinápticos ou, ainda, pelo corpo celular. Entretanto, uma estimulação frequente e excessiva pode ocasionar o esgotamento dessa substância e, consequentemente, parar o impulso, funcionando, assim, como um meio de proteção.
http://brasilescola.uol.com.br/
Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos. O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais. "Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa.
Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula. "Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartzwman. Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade. O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida. Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los. Algumas tarefas ajudam a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno. Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência. Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração. Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração. Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades. Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas. Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado. De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva. Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.
A atenção é considerada uma função cerebral importante para a integração mental e é reconhecida como o pré-requisito mais relevante para a manifestação do intelecto e da capacidade de reflexão. O teste de Atenção Concentrada (AC) avalia a capacidade do indivíduo em focalizar, selecionar e manter a atenção em estímulos alvo, dentre vários estímulos disponíveis.
Dentre os tipos diferentes de atenção, pode-se destacar:
Atenção Difusa é a função mental que focaliza, de uma só vez, diversos estímulos que estão dispersos espacialmente, realizando uma captação rápida de informações e fornecendo um conhecimento instantâneo para o indivíduo. Ex.: no painel de controle de um carro há vários instrumentos como o relógio de combustível, velocímetro e o hodômetro. A Atenção Difusa seria usada no momento em que o motorista, em uma olhada, consiga ver todos esses instrumentos - o relógio do combustível, velocidade do veículo, e a quilometragem percorrida. Atenção Concentrada É a função mental em que os interesses de focalização (dos estímulos) são dirigidos a um centro onde existe apenas um estímulo ou onde estão reunidos um grupo de estímulos que tenham características em comum. Para alcançar-se este tipo de atenção é necessário um tempo maior. Ex.: o motorista dirigindo na pista deve estar atento tanto às informações advindas das sinalizações e também coordenar os movimentos necessários à direção do veículo. Atenção Discriminativa É a função mental que ao focalizar dois ou mais estímulos diferentes, necessita realizar uma discriminação, uma separação, para tomar em consideração somente o estímulo de seu interesse e assim emitir uma resposta específica. Ex.: o motorista está dirigindo o veículo e ouvindo rádio. Ele pode escolher prestar atenção na estrada ou escutar o rádio. Direcionando a atenção para o rádio o motorista pode ocasionar um ato imprudente tendo como consequência um acidente. A vivência fenomenológica das percepções não corresponde exatamente à influência direta do meio externo sobre os receptores do sistema nervoso, mas sim à maneira particular como o cérebro organiza .O teste Atenção Concentrada AC tem por objetivo avaliar a capacidade do sujeito em manter a sua atenção concentrada no trabalho durante um período determinado.
Na aula presencial em que fizemos o trabalho do exercício de memória, vi o quanto preciso exercitá-la. ficou claro que não sei nem meu novo número de telefone. Nem o de meu pai que o tem há anos. 😐 Preocupante… Mas vou procurar melhorar essa situação, colocando essa mente para exercer seu potencial.
Todo mundo sofre com episódios de esquecimento, esses não são motivo para preocupação e tendem a aumentar com a idade. Contudo, há uma diferença entre perda de memória leve devido ao envelhecimento normal e a perda de memória progressiva ou extrema, devido a doenças tais como Alzheimer. A perda de memória pode começar repentinamente ou aproximar-se lentamente. Ela pode afetar a sua capacidade de se lembrar de eventos recentes, eventos no passado ou ambos. Você pode esquecer um único evento do passado/presente ou muitos deles. Você pode ter dificuldade em aprender coisas novas ou fazer novas memórias. A perda de memória pode ser permanente ou temporária. Marque uma consulta médica se a perda de memória está começando a afetar suas atividades diárias ou se for acompanhada de outros sintomas. Se não for diagnosticada e tratada, algumas doenças vão progredir e tornar o tratamento mais difícil. A cada dia que passa muitos dos nossos neurônios morrem. Portanto, existe um processo de involução "natural" de nossa massa encefálica. Entretanto, cada neurônio que antes fazia 10 mil conexões, aos 50 ou 60 anos faz 100 mil conexões. Por isso, essa faixa etária pode dizer que atingiu seu ápice de funcionamento cognitivo. Logo, o conceito trata de "qualidade" das conexões nervosas e não "quantidade".
Causas
Medicamentos
Uma série de medicamentos pode interferir ou causar perda de memória. Possíveis culpados incluem:
Antidepressivos
Anti-histamínicos
Ansiolíticos
Relaxantes musculares
Tranquilizantes
Soníferos
Medicamentos para a dor prescritos após cirurgias.
Tabaco, álcool e drogas
O uso excessivo de álcool tem sido reconhecido como uma das causas de perda de memória. Além disso, fumar reduz a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro. Estudos têm mostrado que pessoas que fumam têm mais dificuldade para associar rostos a nomes que os não-fumantes. O tabaco também favorece um processo de degeneração das células, que podem incluir àquelas do sistema nervoso. Já as drogas recreativas ilícitas, como cocaína ou heroína, podem alterar quimicamente o cérebro, aumentando o risco de perna neurológica e, consequentemente, falhas na memória.
Privação do sono
Tanto a quantidade quanto a qualidade do sono são importantes para a memória. Dormir muito pouco ou acordar com frequência durante a noite pode levar à fadiga, o que interfere com a capacidade de consolidar e recuperar informações.
Depressão e estresse
A depressão pode dificultar a atenção e a concentração, o que pode afetar a memória. Estresse e ansiedade também podem ficar no caminho da concentração. Quando você está tenso e sua mente está super estimulada ou distraída, sua capacidade de lembrar pode sofrer. O estresse causado por um trauma emocional também pode levar a perda de memória.
Deficiência nutricional
Uma boa nutrição é importante para o bom funcionamento do cérebro. As deficiências em vitamina B1 e B12 especificamente são mais responsáveis por afetar a memória, uma vez que esses nutrientes atuam na composição dos neurônios.
Lesão na cabeça
Uma grave batida na cabeça – decorrente de um acidente de carro, por exemplo -pode prejudicar o cérebro e causar perda de memória de curto ou longo prazo. Nesse caso, a memória pode melhorar gradualmente ao longo do tempo.
AVC
Um acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido, devido ao bloqueio de um vaso sanguíneo para o cérebro ou o vazamento de um recipiente para o cérebro. O AVC muitas vezes causa perda de memória de curto prazo. Uma pessoa que tenha sofrido um acidente vascular cerebral pode ter memórias vívidas de eventos da infância, mas ser incapaz de recordar o que comeu no almoço.
Demência
A demência é o nome para uma perda progressiva da memória e outros aspectos do pensamento que são suficientemente graves para interferir nas funções diárias. Apesar de existirem muitas causas de demência - incluindo a doença dos vasos sanguíneos, o abuso de drogas ou álcool, ou outras causas de danos ao cérebro - o mais comum e familiar é a doença de Alzheimer. A doença de Alzheimer é caracterizada por uma perda progressiva de células cerebrais e de outras irregularidades do cérebro.
Outras causas
Outras possíveis causas de perda de memória incluem hipoatividade ou hiperatividade da tireoide e infecções como HIV, tuberculose e sífilis que afetam o cérebro.


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